Minha jornada com IA
Minha jornada com inteligência artificial começou por uma necessidade muito real: ajudar minha filha nos estudos.
Ela tinha dificuldade para aprender quando o conteúdo vinha muito carregado, muito textual, cheio de explicações longas e pouco acessíveis. E eu fui percebendo que não adiantava simplesmente pedir para ela estudar mais. O problema não era falta de esforço. Era o formato.
Eu via que muita coisa explicada do jeito tradicional simplesmente não chegava nela como precisava chegar. Então comecei a pensar: como eu posso traduzir esse conteúdo para uma linguagem que ela entenda?
Foi aí que a IA entrou.
No começo, eu usava a inteligência artificial para resumir matérias, simplificar textos e criar explicações mais fáceis. Depois comecei a transformar os conteúdos em roteiros, personagens, imagens, vídeos e histórias. Porque estudar não precisava ser só abrir um livro e tentar sobreviver ao tédio — essa tradição humana tão questionável quanto reunião que poderia ser áudio.
A IA me ajudou a criar um jeito mais visual, mais leve e mais personalizado de ensinar. Em vez de simplesmente explicar um conteúdo difícil, eu podia criar uma cena. Em vez de mandar decorar uma matéria, eu podia transformar aquilo em narrativa. Em vez de uma explicação fria, eu podia criar algo mais próximo, mais claro e mais possível.
Nesse processo, criei um canal no YouTube para apoiar os estudos da minha filha e transformar conteúdos escolares em explicações mais simples, visuais e acessíveis.
Mas a IA acabou fazendo mais do que me ajudar nos estudos dela.
Eu me tornei uma entusiasta da inteligência artificial.
Comecei a perceber que aquelas ferramentas não serviam só para responder perguntas ou resumir textos. Elas também podiam abrir espaço para a criatividade que estava guardada em mim. E foi aí que comecei a colocar minhas ideias para fora no @hnny_ai.
Ali, a IA virou também um território de criação. Um lugar onde eu podia experimentar imagens, personagens, narrativas, vídeos, estética, humor, educação e tudo aquilo que antes parecia depender de uma equipe inteira, orçamento, equipamento e mais umas dez desculpas socialmente aceitas para não começar.
A IA não substituiu meu papel como mãe. Ela ampliou o que eu conseguia fazer.
Me deu ferramentas para transformar dificuldade em linguagem, conteúdo em história e criatividade em projeto.
Eu comecei tentando ajudar minha filha. No caminho, descobri uma nova forma de ensinar, criar e me expressar.
Hoje, para mim, a IA não é só tecnologia. É uma ponte.
Entre uma mãe que queria ajudar e ferramentas que tornaram isso possível.
Entre uma criatividade guardada e um espaço onde ela finalmente pôde aparecer.
Minha jornada com IA começou dentro de casa, com uma necessidade muito concreta.
Mas acabou virando também um caminho de descoberta, criação e reconstrução.